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Casa Japú

Localização

Secretário, Rio de Janeiro

Equipe de projeto

Alice Tepedino, João Carrascosa, Matheus Amorim, Michel Zisman Zalis

Início do projeto

2022

Execução da obra

Roberto Badalconi

Área construída

376m²

Colaboradores

-

Fase

Concluído

Fornecedores

Móveis Balduci, Ross Dormentes

Fim da construção

2025

Fotografia

Pedro Kok

Equipe de projeto

Alice Tepedino, João Carrascosa, Matheus Amorim, Michel Zisman Zalis

Execução da obra

Roberto Badalconi

Colaboradores

-

Fornecedores

Móveis Balduci, Ross Dormentes

Fotografia

Pedro Kok


Situada na região serrana do Rio de Janeiro, a Casa Japú ocupa um terreno cuja relação com a paisagem foi definidora de sua implantação. Através de movimentos de terra foi criada uma estreita faixa plana entre as curvas de nível, na qual o programa distribui-se longitudinalmente, estabelecendo uma relação de continuidade e horizontalidade com o entorno.

Os volumes construídos foram deslocados em relação à topografia, conformando um pátio entre arquitetura e relevo que amplia a entrada de luz e ventilação natural, integra os ambientes à paisagem e estabelece um espaço de transição entre construído e relevo.

O projeto teve como premissa a setorização do programa com separação entre as áreas social e íntima. A ideia era garantir privacidade aos quartos, enquanto para a área social buscava-se integração total dos ambientes.
Essa distinção reflete-se também na materialidade e nos sistemas construtivos adotados.

O volume social, estruturado em madeira de demolição, com cobertura em duas águas e telhas reaproveitadas, reinterpreta técnicas construtivas tradicionais sob uma linguagem contemporânea. Reunindo cozinha, salas de estar e jantar em um espaço contínuo, aberto e atravessado pela paisagem, ele avança sobre o declive e abre-se ao entorno por meio de grandes planos de vidro e esquadrias de madeira de demolição. A varanda descoberta se projeta como uma extensão dos ambientes internos e, ao conformar um amplo banco em seu perímetro, estabelece um espaço de permanência em contato direto com a paisagem.

Já para o volume íntimo, foi adotada uma volumetria mais simples, monolítica e sistema construtivo em concreto e alvenaria, cuja maior densidade material reforça a sensação de abrigo e privacidade. Subdividido em dois volumes que abrigam as suítes, ele conta com um espaço entre que reforça privacidade e mais uma vez abre espaço para paisagem atravessar a arquitetura. Sua cobertura plana foi projetada de modo a configurar um mirante, ampliando os espaços de permanência e oferecendo um novo ponto de contemplação da paisagem.

Ao longo do perímetro dessa cobertura, foi projetada uma jardineira que integra a vegetação à arquitetura, suavizando os limites do volume construído e estabelecendo uma continuidade visual com a vegetação ao redor além da possibilidade de permanência e contemplação.

O acesso à casa se dá por dois percursos complementares: um para veículos através de uma rampa que conecta à estrada local e outro por uma ampla escada inserida entre os volumes construídos conduzindo a chegada de pedestres através da topografia íngreme marcando um percurso cuja transição entre o espaço natural e o espaço construído se dá de forma gradual.

As pedras encontradas durante a movimentação de terra foram incorporadas ao projeto como elementos da arquitetura, tanto no exterior quanto no interior, estabelecendo uma relação de continuidade material entre sítio e construção. Nesse processo, a paisagem passa a fazer parte da arquitetura, na tentativa de borrar limites entre natural e construído.


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