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Panō Ipanema

Localização

Ipanema, Rio de Janeiro

Equipe de projeto

Alice Tepedino, Arthur Cordeiro, Julia Martinelli, Renan Vargas

Início do projeto

2025

Execução da obra

Santa Irreverência

Área construída

260m²

Fornecedores

Dameg, Falconi, Nubia Lisboa, Tensoflex

Fase

Concluído

Consultorias

Fim da construção

2026

Fotografia

Maíra Acayaba

Equipe de projeto

Alice Tepedino, Arthur Cordeiro, Julia Martinelli, Renan Vargas

Execução da obra

Santa Irreverência

Fornecedores

Dameg, Falconi, Nubia Lisboa, Tensoflex

Consultorias

Fotografia

Maíra Acayaba


O projeto para nova loja Panō, situada na Rua Garcia D’Ávila, em Ipanema, teve como desafio distribuir em três pavimentos o programa da antiga Casa Panō, antes organizado em um único nível. A circulação vertical foi trabalhada como elemento estruturador do projeto, criando um percurso em que a cada pavimento há uma intencional variação de atmosfera cujas escolhas tem como objetivo estabelecer um diálogo com a identidade e a memória da marca.

Para a fachada optou-se por uma configuração totalmente aberta, tornando o acesso mais convidativo, e estabelecendo uma aproximação entre espaço comercial e espaço público. Para evidenciar a circulação vertical, a escada, antes linear e posicionada nos fundos da loja, foi deslocada para a fachada e redesenhada em forma helicoidal. Além de conectar os pavimentos, operando como novo eixo de circulação vertical, ela torna-se também um importante elemento escultural da fachada, ao mesmo tempo indicando a continuidade do percurso e compondo um fundo de vitrine.

Do primeiro para o segundo pavimento foi mantida a escada pré-existente, e retrabalhada sua materialidade de acordo com as escolhas adotadas para o novo espaço. Materialidade e iluminação são centrais para a experiência espacial da loja. Todas as superfícies recebem o mesmo acabamento, criando uma unidade entre os pavimentos, enquanto os pisos e a iluminação definem atmosferas distintas para cada nível.

Os três materiais naturais escolhidos para os pisos foram, travertino, madeira de demolição e pedra portuguesa, respectivamente para o térreo, primeiro e segundo pavimento. Explorar essa variação, além de imprimir uma dinâmica na experiência e no percurso, teve como objetivo criar um diálogo dos espaços por pavimento com a vocação de cada um deles criando uma narrativa espacial que se conectasse também com a história da marca e sua memória.

No térreo, diretamente conectado à calçada, o piso em travertino e a iluminação de caráter mais solar reforçam a continuidade entre o espaço público e o interior da loja, definindo um ambiente aberto e convidativo. Para escada helicoidal que marca a transição do térreo para o primeiro pavimento foi escolhido o piso em madeira de demolição, que junto com a iluminação mais quente criam uma atmosfera doméstica para o primeiro pavimento, com caráter de casa, reforçada pelo mobiliário de permanência, como poltronas e mesas.

O segundo pavimento, destinado aos provadores, estabelece uma relação direta com o exterior por meio de uma ampla fachada envidraçada voltada para a copa das árvores e de uma claraboia que amplia a entrada de luz natural. Ao longo da fachada foi projetado um extenso banco de concreto que contribui para configurar, nesse final de percurso, um espaço coletivo de troca, contemplação e permanência.

O piso em pedra portuguesa faz referência ao pátio da antiga Casa Pano e integra um conjunto de escolhas projetuais que procuram estabelecer uma relação de continuidade entre os dois espaços, preservando a memória e reforçando a identidade da marca.


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